sexta-feira, 21 de maio de 2010

Um chá e a conta, por favor.



Sabe, eu conheço gente o suficiente pra me levar a pequenas conclusões - observadora que sou - sobre como a maioria vem a se comportar, perante diversos assuntos. Isso não é uma generalização, toda "regra" tem sua exceção. E as vezes são muitas exceções. Mas vamos ao ponto: Grande parte das pessoas que eu conheço, são parados perante ao comportamento (por favor, não considere isso uma crítica!). Se prendem em uma rotina que odeiam - e que juram amar! - para escapar de possíveis erros.
E há também aqueles que sonham, que fantasiam... E que não saem do lugar.
Engraçado não? É como se todos gritassem: "Eu vou chegar naquele ponto" e não dessem nem o primeiro passo de corrida maluca. É como se ficassem tão presos ao "Se" como eu estou agora. Esperam ansiosamente que os astros, ou que o seu signo, ou sei lá estejam corretos para traçarem seu destino. Tudo bem, não tenho nada contra essas crenças. Na maioria das vezes elas funcionam para nos ajudar, nos deixam mais confiantes. Mas por favor, não me venha dizer que tal pessoa só falou com você porque a posição da lua favorecia tal acontecimento.

Acho deveríamos deixar um pouco de lado a preguiça, a vergonha, e agirmos. Pode ser sim, que alguns fatores astrológicos tenham te favorecido, mas tudo depende de você, todos os fatos só são desencadeados a partir de uma ação. Por mais que aquilo esteja escrito, como alguns digam. É como se tudo estivesse ao nosso alcance, basta se esticar um pouco e alcançar aquilo que desejamos. É preciso ir a luta. As melhores coisas não caem do céu, e conseguir aquilo que se deseja depois de ter lutado, é bem melhor do que conseguir sem ter se esforçado. O esforço nos leva a conquista brilhantes. E merecidas.

Talvez todo esse papo de agir seja só um pouco de preguiça minha. Ficando aqui, sentada e digitando enquanto espero meu chá chegar. Mas eu tenho consciência de que já fui a luta hoje e mereço meu descanso. É como uma recompensa. Acredito que tudo leve a ela. As recompensas diferentemente do que pensam, não precisam ser necessariamente coisas maravilhosas. As vezes um simples sorriso dá razão ao seu dia. Sermos motivados por algo é maravilhoso. Termos um caminho para trilhar e dar sentido a caminhada. Saber onde queremos chegar e lutarmos por isso. Pode até ser que você não seja o primeiro a cruzar a linha de chegada. Mas vai ter cruzado. E isso se torna essencialmente importante para você a partir daquele instante: É a recompensa.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Começo


"Que nada renasce antes que se acabe"
Foi essa a frase que me trouxe aqui, oficialmente interpretada por Tom Jobim, Chico Buarque e Miúcha e tão conhecida devido a novela das 8. (que acabou hoje)

Bem, as coisas acontecem por que... acontecem, certo? Porque uma certa combinação de fatores a levou a acontecer. Indenpendente das interpretações diante desse caso, simplismente aconteceu. A vida em si é um espetáculo tão emocionante. Sabe, é tudo tão estruturamente belo e real. Chega a ser fora da compreensão. E eu juro que diante de todo esses argumentos romanticos, não estou apaixonada ou algo do tipo. Mas as vezes passa aquele ventinho no coração, e quando olhamos a nossa volta, nos reparamos com ela: a vida. E depois olhamos pra dentro, e lá está ela: A vida.

Nossa, e como a gente a castiga. As vezes a odiamos. A almadiçoamos. E prometemos que não queremos mais a sua companhia. Mas será que é tão dificil entender que tudo que acontece, ou que vai acontecer é relacionado a ela? E que tudo o que você faz ou deixa de fazer vai gerar consequências.. nela? E que no fundo, bem no fundinho, você sabe que é o responsável por isso. Culpá-la para ser mais aceitável, confortável, afinal. Fazer o quê?

A maioria das relações "Eu odeio a minha vida" são relacionadas a ínicios. Sim, a ínicios. Por mais estranho que pareça, afinal, inícios tem tudo para serem contagiantes e entusiasmantes, todo início é levado a um final. Podemos fazer juras de amor eterno, podemos ignorar o tempo. Mas isso não o impede de rolar. Tudo acaba. Poucas pessoas tiveram coragem pra me dizer isso. A maioria sabe, por mais que esconda embaixo de sorrisos acolhedores e de palavras que tem tudo para te dizer: Vai ficar tudo bem. Mas todos sabem.

Tudo chega a seu final, justamente porque teve seu início. E é por isso que é tão importante se iniciar. Não para chegarmos a um final, mas para termos um "meio". É, como numa história. O início tem tudo para ser inesquecível, o final tem tudo para ser traumatizante. Mas o meio, ah, o meio, tem tudo para ser como você quiser. Afinal, contando com o destino e uma pitada de sorte, o que vai ser dele, você escolhe. Você o vive. Você está vivendo seu meio agora. Seja lá qual tiver sido seu começo. Seja lá qual for o final. Você tá vivendo o principal capítulo: o meio. E olha, esse, não acaba. O final vai ficar lá, com seus imponentes pontos finais, mas o meio sera eternizado. E esse meio, você chama carinhosamente de: Vida.


Juro que não estou apaixonada. hahahaha

domingo, 9 de maio de 2010

Impressionismo


Nesse exato momento, to ouvindo a música Yesterday do Beatles, e a maquiagem passada de manhã desaparece na minha pele. Meus cabelos estão presos, e não estou de salto alto. Também não estou forçando a barriga, nem empinando a bunda (por mais difícil que isso pareça, tem gente que consegue essa proeza sentada). Estou livre de armaduras, de disfarces. Posso dizer que nesse momento estou pura. E também que não há nenhum garoto nesse quarto. Entendeu a ligação?

Por mais estranha que essa introdução pareça, acredito que seja assim que a maioria das garotas que conhecemos se comportam quando o sexo oposto não está por perto. Nesses momentos, somos tão nós mesmas que é difícil de acreditar. É uma realidade praticamente inimaginável pelos homens, que já estão tão acostumados a nos verem encharcadas de maquiagem, com saltos altíssimos e cabelos super elaborados. Tudo bem, aquele sapato tá te matando, com a maquiagem você fica artificial e os cabelos perdem sua verdadeira essência. Mas e daí? Não seria assim que eles realmentes gostam?

Sabe, eu acredito que não. Eu acredito que quando um garoto gosta de uma garota de verdade, ele vê muito além de todos esses disfarces. Ele não vai ligar se você vai estar com um salto 15 ou uma rasteira, muito menos quanto você tem de quadril. Tudo isso vai atraí-lo, claro, são homens. Mas na certa, não é isso que eles vão querer depois. Vão se cansar de terem só uma mulher alta com um belo par de pernas, e vão procurar algo que seja superior a isso. Vão procurar uma mulher que seja tão linda por dentro, quanto é por fora. E que realmente funcione como um porto seguro, como uma mão. Como um sim, ou um não. Tá, chega de filosofia.

Talvez, o que os homens realmente procurem seja essa garota que fica em casa com os cabelos presos e de chinelo no pé, sem maquiagem e usando roupas simples. Talvez seja essa garota que ele queira. Não que devemos sair assim pelas ruas, não. A imagem é um grande cartão de entrada. Mas e depois? Empinar a bunda e forçar o peito não te darão um namoro instantâneo, e não farão com que você se torne uma pessoa melhor. Pode até ter tornar mais atraente no momento, mas depois, ah, depois não há atração que fará você permanecer do lado de quem você ama, se você não se cuidar como pessoa. É essa atração pelo o que as pessoas realmente são, que fará você encontrar quem procura.. ou ser você a encontrada (o) .


(Dessa vez a foto fui eu quem tirei [:)

quarta-feira, 5 de maio de 2010

O que seria desistir.


Sinceramente, não acredito que desistir seja simplesmente não se motivar mais a continuar uma coisa. As vezes a desistência funciona como uma fonte de alívio: Sabe, quando não se aguenta mais algo que te sufoca por dentro, e que não sai. A desistência na maioria das vezes quando executada é logo linxada: afinal, filosoficamente falando, apenas os fracos seriam capazes de fazer isso.
Projetamos na maioria das vezes uma imagem tão distorcida da realidade, afinal. Porque os fortes sempre tem que os melhores, os mais experientes? É claro que força é fundamental. É com ela que levantamos, e damos a volta por cima. Mas muitas vezes é possível se aprender lá embaixo. Não, não estou aconselhando ninguém a viver infeliz no fundo do poço. O que eu penso é que, em algum momento, tudo o que passa na sua vida e não te proporciona felicidade, vai chegar em um ponto que... Bum! Ai você desiste. Arranca os cabelos, e se chama de idiota por ter desistido tantas vezes por motidos bobos. Mas ninguém é de ferro, e ninguém é a prova de balas. Tudo o que acontece no nosso mundo, a nossa volta, nos afeta diretamente. E é realmente complicado desviar.

Desistir pode, e é, na maioria das vezes uma forma de se abrir a novas oportunidades: É quando paramos no meio do caminho e nos damos conta que não, não é aquilo que nos queremos. Nos tocamos que basta dar meia volta e ajeitar tudo. Não pode ser tão difícil assim. Isso não quer dizer que você não vá ficar um bom tempo imaginando onde poderia ter chegado se não tivesse desistido, mas tenho certeza que você vai se orgulhar de onde chegou nesse novo caminho. É apenas uma forma de adaptação para algo mais possível, um sonho mais próximo. Mas também é inevitável que se, você tá afim daquele gatinho (a) do colégio e desiste dele, vai passar um bom tempo pensando no não-sabe-o-que-perdeu. Mas logo logo você irá notar que quem (ou o que) você sempre quis, também sempre esteve do seu lado.


Obs: Foto colocada devido dica do Manel (obrigada pela paciência), do blog jogado no Sofá (Blog amigo) - infelizmente essa foto não é minha, porém logo logo fotografo mais e faço posts com minhas própias fotografias. =)

sábado, 10 de abril de 2010

dor

Muitas vezes, tem uma intensificação tão forte quanto de uma paixão. E muitas outras vezes o que o move não passa de uma palavra, de uma vista. E tantas vezes porém, nao é preciso nada se dizer,e nada se ver para se sentir.. É complexo. Naturalmente é tão guardado quanto qualquer outro sentimento, e como uma ferida, precisa de seus determinados medicamentos: As vezes uma dose de lágrimas resolve, mesmo que elas não tenham sido eliminados pelo menos que a sente. A maioria das lágrimas a gente não deixa cair. Elas que caem dentro de nós. A maioria dos temporais a gente tenta esquecer, mas não adianta: Sempre tem aquela nuvem preta acima da nossa cabeça.
Não é preciso que necessariamente nós a tenhamos e exibíamos: A pior de todas é aquela que a gente esconde. Porque além dela, ainda tentamos nos camuflar em falsos sorrisos, em falsas palavras e gestos. Tentamos esconder o mais provável. Nos fechamos e realmente não queremos a aproximação de ninguém. Ajuda nenhuma seria suficiente, afinal. Tentamos nos reconstruir em nós mesmos. Tentamos fazer todo o trabalho sozinhos. Nos sobrecarregamos de funções e de melhorias, que não são necessárias. Culpamos quem menos merece. E consideramos justa toda forma de condenação. Sofremos por algo que nós mesmos criamos. Julgamos os monstros dos outros mas esquecemos que nós mesmos projetamos os nossos próprios.. monstros.
A fragilidade nos condena e de vítimas nos transformamos em caçadores de nós mesmos.

Chega. Chega de sermos escultores de uma realidade deprimente. Isso não é um conselho, muito menos uma filosofia. Mas pode ter certeza que ajuda é sempre bom. Não irá ferir sua imagem. Ajuda não apontará seus erros, e muito menos te condenará. Ajuda irá te fortificar. Não irá queimar seu ego. Poderá ajudá-lo até mesmo a crescer. Ajuda é a prova suficiente que não estamos sozinhos. E por mais que haja, sempre há, algo tampando que está diante de nós.. Ajuda não precisa estar necessariamente diante de nós. As vezes ela já está em nós mesmos.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Ser

Perceptivelmente, durante todos os dias agimos de forma natural. A não ser que você realmente queira agir de forma estranha, ou seja, se forçando a assumir determinada forma. Bem, no incrível ato de agirmos naturalmente demonstramos nossa famosa personalidade. É por isso que as pessoas são tão diferentes. A quem diga que somos um conjunto de defeitos, qualidades, consequentemente, um conjunto de opostos que se enquadram em um só ser e formam uma única pessoa. Estranho não? Mas não para por ai: Ao mesmo tempo que temos todos esse jeitos de desjeitos, dividimos espaço com também outra fator importante, a personalidade (ela, denovo) que impõe formas de nós relacionamos com as pessoas (aliás, não só com elas) mas também com nós mesmos e nossas qualidades e defeitos.

Vou explicar: os defeitos e as qualidades são inúmeros certo? Mas será que você já parou para perceber que muitas pessoas tem os mesmos determinados defeitos, ou as mesmas determinadas qualidades? Ou seja, elas seriam iguais nisso, não? Não (ahá!) porque a forma como interpretamos nossos defeitos e qualidades varia de acordo com a nossa personalidade, que é sempre diferente uma das outras. Por tanto, você ja pode acreditar que a vida é um teatro, no qual interpretamos justamente o protagonista!

Uma vez, uma amiga minha havia me dito algo que precisava compartilhar aqui. É sobre o fato que estamos todos certos e errados no curto intervalo de tempo que denominamos vida, e até depois dela, vai saber . Deixe-me explicar (sou um pouco complicada, sei disso!) o que acontece é que todos temos pontos de vistas diferentes e agimos como verdadeiros animais delimitando nosso espaço e defendendo nossas idéias. Sempre. Podem te falar a coisa mais lógica do mundo, mas a partir do momento que você botou na sua cabeça uma ideia oposta a isso (principalmente se for um cabeça dura!) ninguém tira. É uma questão até mesmo de honra, natural do ser humano e especialidade das mulheres (tenho que confessar): Acreditar que estamos certos apesar dos pesares. Dependendo do ponto de vista, a quem vá concordar com você, e também quem vá discordar disso. Não adianta discutir. Dentro da nossa personalidade, dentro do que nós somos, acreditamos e desacreditamos, apoiamos e desprezamos opiniões, porque defendemos a nossa, o nosso ponto de vista. Talvez seja esse um dos grandes motivos para se discutir. Mas não vamos discutir. Somos todos diferentes, afinal.


segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

the sky before word

Acreditei, durante anos, no que constava ser feliz para mim. Fui firme em cada propósito, tropecei com meus passos largos e conheci pessoas inesquecíveis. Pensei, durante tanto tempo, que aquilo era o sadio, que a felicidade incondicional estava presente nos grãos de areia que encontrava pelo caminho. Pesquisei, aprendi e desisti, mesmo depois de jurar tanto pra mim mesma, nunca praticar o mesmo. Me corrigi, e errei, tantas vezes! Tantas vezes cometi o mesmo erro, repetidamente, e enquanto cresci ouvindo que isso era burrise, entendi que não se tratava de burrise, e sim, de falta de experiência.
Se hoje não cometo mais tais erros tão imperdoáveis, sou eternamente grata por um dia tê-los cometidos. O arrependimento, é a contra mão da razão, é o desprezo pelo acerto. Tal acerto que na hora, é um erro.. Porque não?
Perguntei-me tantas vezes, as mesmas perguntas, mesmo sabendo que só saberia as respostas delas, quando conhecesse alguém, grande o suficiente para me mostrar que as respostas... São as perguntas. Não o conheci, até hoje.
Julguei errado quem cometia o mesmo erro que eu já cometi, e percebi, que o errado era o Eu egoísta, o Eu dentro do padrão. Julguei tão mal a sociedade que me acolheu, quando eu ainda era tão novo por aqui!
E hoje, concluo que o máximo que está ao meu alcance é, errar. Para quem sabe assim, amanhã já ter o suficiente aprendido. Porque nunca saberei tudo, nunca terei tudo e jamais serei tudo. Sempre vou me fortificar dentro do meu máximo, meu certo do errado, minhas palavras e minhas pequenas conclusões.. Tão pequenas quanto eu.